Conforme o ranking do Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil de 2025, Santa Catarina é o estado mais seguro de todo o território nacional. Com média decretada em 8,6 mortes violentas para cada 100 mil habitantes, a região tende a reduzir os índices com um novo projeto. Isso porque o Presídio Regional de Araranguá está avançando em sua fase de obras.
A empreitada integra um plano estratégico de ampliar e modernizar o sistema penitenciário do Estado, que enfrenta problemas de superlotação. A obra será orquestrada pela Secretaria de Estado da Justiça e Reintegração Social (SEJURI), com foco no fortalecimento da segurança pública, na melhoria da estrutura física das unidades e na organização da gestão prisional.

“Superamos etapas importantes, revisamos projetos e garantimos segurança jurídica para que a obra pudesse começar de forma sólida. Essa é uma entrega estruturante, que fortalece a segurança pública e melhora a gestão do sistema prisional”, avaliou a secretária de Estado da Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim.
É válido destacar que os projetos foram entregues às autoridades competentes em 2023, mas precisaram passar por etapas técnicas e administrativas criteriosas. Nesse intervalo, foram verificadas incongruências, que levaram à realização de ajustes e revisões necessárias para assegurar conformidade técnica, responsabilidade fiscal e segurança jurídica.
Mais detalhes sobre o novo presídio
A nova estrutura está sendo construída onde atualmente se encontra a unidade de Araranguá, que tem sofrido há anos com problemas de superlotação. Para colocar as paredes de pé, foi decretado o investimento de R$ 54,4 milhões. O montante é motivado pela ampliação do espaço, que terá mais de 10 mil metros quadrados de área construída e ampliará a capacidade atual de 244 para 686 vagas.
A previsão de conclusão das obras é em 31 meses, tendo em vista que a assinatura da ordem de serviço ocorreu em janeiro deste ano. De acordo com a secretária de Estado da Justiça e Reintegração Social, o novo sistema penitenciário vai resolver as dificuldades impostas e atenderá os padrões de segurança em todo o território nacional.
“Um processo que vinha de muito tempo que solicitava uma nova unidade prisional, que vem para substituir a antiga que não atende mais aos padrões de segurança, com uma nova unidade moderna que atenda os padrões da Polícia Penal de Santa Catarina de segurança prisional e, ao mesmo tempo, possibilita a oferta de políticas públicas de reintegração social para os detentos”, pontuou Amorim.





