O Paraná chamou atenção nacional ao anunciar reajuste de 6,5% no Piso Regional para 2025, elevando o valor máximo a R$ 2.275,36. O Decreto 9468 oficializou a atualização, válida desde 1º de janeiro, posicionando o estado à frente na valorização salarial, acima do piso nacional e de outros estados.
O Piso Regional é dividido em quatro faixas. A Faixa I, destinada à agropecuária, pesca e setor florestal, passou para R$ 1.984,16. A Faixa II, que abrange comércio, serviços administrativos e manutenção, chega a R$ 2.057,59.
A Faixa III, voltada à indústria, foi fixada em R$ 2.123,42, enquanto a Faixa IV, para técnicos de nível médio, atingiu o piso máximo de R$ 2.275,36. Todas as faixas permanecem acima do salário mínimo federal, prática rara em estados brasileiros.

Comparação nacional e negociação do reajuste
Nenhum outro estado superou o piso máximo paranaense em 2025. O Rio Grande do Sul ajustou 8%, chegando a R$ 2.267,21; Santa Catarina ficou em R$ 1.978,00; São Paulo manteve valores anteriores; e o Rio de Janeiro não realizou reajuste.
O aumento foi definido pelo Conselho Estadual do Trabalho, Emprego e Renda (Ceter), reunindo governo, empresas e trabalhadores, garantindo decisão baseada na realidade setorial. O cálculo considerou o INPC de 3,71% e pisos de outros estados para evitar perdas salariais.
O reajuste impacta diretamente a economia local, elevando o poder de compra, estimulando consumo e movimentando comércio, serviços e indústria. Para empresas, especialmente pequenas e médias, a retroatividade desde janeiro exige atenção na revisão de folhas de pagamento, contratos e benefícios.
A aprovação da gestão estadual reflete-se na pesquisa Paraná Pesquisas, que aponta 85% de avaliação positiva ao governador Ratinho Junior, destacando a combinação de política salarial robusta, estabilidade econômica e valorização da força de trabalho.





