O Rio Grande do Sul vive um período atípico no fim de ano, com um número elevado de registros de meteoros do tipo fireball. Entre setembro e novembro, o Estado identificou seis ocorrências desse fenômeno, mais do que o dobro dos anos anteriores, quando apenas um ou dois eventos costumavam ser observados no mesmo intervalo.
É por isso que o estado registra 6 meteoros bola de fogo em um curto espaço de tempo, situação que chamou a atenção de especialistas responsáveis pelo monitoramento da atividade meteorítica.
Os dados são acompanhados pelo Observatório Heller & Jung, que confirmou o mais recente episódio às 00h07min desta sexta-feira (14). O meteoro cruzou áreas da Região Metropolitana, passando sobre Porto Alegre, Gravataí e Cachoeirinha.
O fragmento entrou na atmosfera a cerca de 98 quilômetros de altitude e se desfez em 3,5 segundos, alcançando magnitude –4,6, intensidade considerada suficiente para classificar o evento como fireball. Segundo os pesquisadores, o número acima da média acendeu um alerta para análises complementares.
O que caracteriza um fireball e por que ele impressiona
Um fireball é um meteoro com brilho superior ao planeta Vênus, o que corresponde a magnitude menor que –4. O fenômeno ocorre quando um meteoroide entra na atmosfera em alta velocidade e libera luz devido ao aquecimento intenso e à perda de material.
Meteoroides podem variar de menos de um milímetro até cerca de um metro de diâmetro, e a luminosidade depende diretamente dessas características físicas. Apesar do impacto visual, especialistas explicam que o risco à população é extremamente baixo.
Na maior parte das vezes, os fragmentos se desintegram completamente antes de atingir o solo. Ocorrências com meteoroides maiores são raras, e mesmo quando parte do material chega à superfície, a chance de causar danos é mínima.





