Em 30 de março de 1867, os Estados Unidos fecharam um acordo histórico para adquirir o Alasca da Rússia por US$ 7,2 milhões.
O secretário de Estado William Seward, durante o governo do presidente Andrew Johnson, negociou com o diplomata russo Eduard Stoeckl, marcando uma mudança significativa no mapa geopolítico do Pacífico Norte.
Motivos da Venda
A Rússia decidiu vender o Alasca devido a uma série de fatores. A distância de São Petersburgo, o clima hostil e a dificuldade de abastecimento tornaram a posse do território cada vez mais onerosa.
Após a Guerra da Crimeia (1853-1856), que resultou em uma derrota significativa para a Rússia, o czar Alexandre II percebeu que manter o Alasca era insustentável, especialmente com o comércio de peles em declínio e a ameaça de que o Reino Unido pudesse se apoderar da região.
Críticas e Transformações
Na época da compra, muitos na imprensa americana criticaram a transação, chamando-a de “loucura de Seward” e descrevendo o Alasca como um “território inútil”. No entanto, a descoberta de ouro em 1896 e as reservas de petróleo transformaram o estado em um ativo estratégico vital para os EUA.
Hoje, o Alasca é uma base militar importante e um centro de extração de recursos naturais.
Reunião de Trump e Putin
Recentemente, o Alasca voltou a ser o centro das atenções, pois o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente russo, Vladimir Putin, se reunirão no estado para discutir a guerra na Ucrânia.
O historiador Pierce Bateman, da Universidade do Alasca, destacou que a escolha do local para a reunião carrega um peso histórico, relembrando que a venda do Alasca foi motivada por um conflito na Crimeia, que novamente está no centro das disputas internacionais.
Mais de 150 anos após a transação, o Alasca, que já foi colônia russa, se torna palco de negociações que podem impactar o futuro da Rússia sob Putin e a estabilidade da Europa.





