A construção de muralhas tem sido uma estratégia utilizada por grandes potências ao longo da história para garantir proteção territorial. Tanto a China quanto os Estados Unidos se inserem nesse contexto, erguendo barreiras para defender fronteiras consideradas estratégicas.
Enquanto a Grande Muralha da China remonta a mais de dois mil anos, os Estados Unidos também implementaram sua própria versão de muralha em tempos modernos. A Grande Muralha da China foi iniciada por diferentes dinastias com o objetivo de proteger o Império Chinês contra invasões de povos nômades do norte, como os mongóis.
Essa estrutura monumental acompanhava as fronteiras imperiais e desempenhava funções militares, além de atuar no controle comercial. Ao longo dos séculos, a muralha foi ampliada e modificada conforme as necessidades do império, totalizando cerca de 21 mil quilômetros.
A muralha norte-americana
Nos Estados Unidos, a construção de barreiras na fronteira com o México começou a ganhar destaque na década de 1990. Essa divisa, que se estende por aproximadamente 3.145 quilômetros, conta com cerca de 1.100 quilômetros de barreiras físicas, como muros de aço e cercas metálicas.
A ideia de um grande muro foi intensificada durante o governo de Donald Trump, sendo utilizada como um símbolo no combate à imigração irregular. Diferentemente da muralha da China, a “muralha” dos Estados Unidos não é contínua nem exclusivamente física.
O controle da fronteira envolve uma combinação de tecnologia de vigilância, incluindo sensores e drones, além de patrulhamento constante. Rios, desertos e montanhas também são utilizados como obstáculos naturais, complementando as barreiras físicas.





