Um estudo da Universidade da Flórida, publicado em 1º de agosto de 2025, revela que cigarros eletrônicos, conhecidos como vapes, podem conter fungos prejudiciais à saúde humana. Os pesquisadores analisaram os bocais de dispositivos utilizados por 25 voluntários e encontraram várias espécies de fungos, destacando o Cystobasidium minutum, ligado a infecções em pessoas com imunidade comprometida. A pesquisa levanta preocupações sobre a segurança de uso desses dispositivos e destaca a necessidade de investigações adicionais.
A pesquisa foi realizada com o intuito de explorar os riscos microbianos dos cigarros eletrônicos, além da toxicidade química anteriormente estudada. Os resultados preliminares mostram que mais da metade dos dispositivos analisados estavam contaminados e alertam para os riscos potenciais de complicações respiratórias.

De Onde Vêm os Fungos?
Os pesquisadores identificaram possíveis origens para os fungos encontrados nos cigarros eletrônicos. O contato das mãos dos usuários com o dispositivo, a contaminação através do ar e a presença nos líquidos vaporizados estão entre as hipóteses levantadas. Detritos dentro dos dispositivos podem facilitar o crescimento fúngico, representando um risco adicional aos usuários.
Impacto Potencial na Saúde
Estudos em laboratório expuseram camundongos ao Cystobasidium minutum, que ocasionou sintomas semelhantes à bronquite crônica. Esses resultados apontam para riscos respiratórios, mas ainda não estão comprovados cientificamente em humanos. A comunidade científica ressalta a necessidade de estudos mais aprofundados sobre o impacto real dessas exposições na saúde humana.
Higiene e Riscos Adicionais
A pesquisa indica que um terço dos voluntários apresentou sintomas respiratórios, como tosse. A falta de limpeza dos dispositivos foi mencionada pela maioria dos participantes. Este comportamento pode agravar a proliferação de fungos e aumentar o risco de problemas de saúde associados.
Seus efeitos em seres humanos ainda não estão totalmente compreendidos, mas os dados apresentados em agosto de 2025 sugerem que a questão merece atenção contínua.





