O mês de dezembro marca o início do verão climático e traz mudanças importantes no comportamento atmosférico do Brasil. A La Niña está em sua fase mais intensa desde outubro, embora ainda classificada como fraca. Mesmo assim, seu impacto será significativo.
O fenômeno costuma favorecer chuva acima da média do Norte ao Sudeste, ao mesmo tempo em que reduz os volumes no Sul. Esse padrão deve se repetir em dezembro, agravado pelo fortalecimento temporário da circulação de umidade típica da estação chuvosa no Centro do país.

Como será a chuva em dezembro
A tendência é de acumulados muito elevados em áreas do Norte, Centro-Oeste, Sudeste e parte do Nordeste. Minas Gerais está entre as regiões com maior risco de precipitação extrema, resultado da atuação frequente da Zona de Convergência do Atlântico Sul, que mantém dias consecutivos de chuva.
Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso e partes do Maranhão e do Piauí também podem registrar volumes superiores à climatologia. Em contrapartida, os três estados do Sul, além do Sul do Mato Grosso do Sul e trechos do interior de São Paulo, tendem a apresentar chuva abaixo da média.
Isso não exclui episódios de temporais isolados, comuns no verão e capazes de gerar altos acumulados em pontos específicos, mas ainda assim sem alterar o cenário geral de déficit. No Centro-Sul, a expectativa é de marcas acima da média, especialmente em regiões distantes da faixa litorânea, onde a atmosfera mais seca favorece o aquecimento rápido.
Já áreas costeiras entre Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, além de setores de Minas Gerais e Espírito Santo, podem registrar temperatura abaixo do normal devido à influência do ar frio oceânico e ao aumento das nuvens.





