Fidel Castro construiu a famosa sorveteria Coppelia em Havana como um movimento estratégico durante a Guerra Fria. A ideia surgiu em 1966, em meio ao embargo econômico imposto pelos Estados Unidos que afetou a ilha de Cuba.
A Coppelia não foi apenas uma sorveteria, mas um símbolo da resistência cubana, pensado para demonstrar a autossuficiência do país.
O Surgimento da Coppelia: Um Marco de Inovação
Em 1966, sob a coordenação de Célia Sánchez, a construção da Coppelia teve início. A sorveteria comportava mil clientes simultaneamente, refletindo o empenho cubano em provar sua capacidade de enfrentar sanções.
Fidel Castro, na tentativa de garantir o suprimento de leite para a sorveteria, promoveu a criação de vacas adaptadas ao clima, resultando na raça “Tropical Holstein”.
O Sorvete Como Estratégia Política
A paixão de Castro por sorvete também impulsionou a criação da Coppelia. Conhecido por consumir de 18 a 28 colheres por dia, seu entusiasmo pelo doce elevou a sorveteria a um símbolo de propaganda estatal.
Com a Coppelia, Cuba quis demonstrar a qualidade superior de seus produtos em relação aos norte-americanos, desafiando o embargo.
Embargo e Resistência na Década de 1960
A década de 1960 foi marcada por intensos embates geopolíticos, incluindo a crise dos mísseis. Durante esse período, o embargo dos EUA visava asfixiar economicamente Cuba, mas a construção da Coppelia assegurou um símbolo de perseverança. Apesar das dificuldades, incluindo gestão e clima desfavoráveis, a indústria de laticínios cubana avançou, assegurando um legado de resistência.
Hoje, a Coppelia segue operando como testemunha do espírito inovador daquela época. Mesmo enfrentando dificuldades, a sorveteria ainda é um ponto turístico popular em Havana. Este iconográfico empreendimento continua a conectar o passado revolucionário cubano com seu presente em constante transformação.




