A lesão do lateral-esquerdo uruguaio Joaquín Piquerez preocupa a diretoria do Palmeiras, comandada pela presidente Leila Pereira. A tendência é de que o jogador fique afastado dos gramados entre seis a oito semanas, correndo o risco de ficar de fora da disputa da Copa do Mundo. No entanto, o problema físico do atleta não trará prejuízo financeiro ao clube graças ao mecanismo da Fifa.
A entidade máxima do futebol internacional assumirá integralmente o pagamento do salário do jogador durante o período de recuperação. O mecanismo faz parte de um programa de proteção a clubes que cedem atletas para seleções nacionais. Na prática, o Palmeiras deixa de arcar com os vencimentos registrados em carteira de Piquerez enquanto ele estiver afastado.
A decisão pela cirurgia foi influenciada, inclusive, por essa garantia financeira. O uruguaio sofreu uma ruptura ligamentar no tornozelo esquerdo durante um amistoso entre Uruguai e Inglaterra, realizado no estádio Wembley Stadium, em Londres, nos últimos dias. O lateral deixou o campo de maca e retornou ao Brasil no dia seguinte para iniciar o tratamento com os médicos do Palmeiras.
FIFA vai pagar salários de Piquerez no Palmeiras
Piquerez será desfalque certo da equipe alviverde nos próximos compromissos da temporada. Na quinta-feira (2), por exemplo, o Palmeiras recebe o Grêmio às 21h30 na Arena Barueri, no interior de São Paulo, pela Série A do Campeonato Brasileiro. Apesar de ficar um longo tempo afastado por lesão, o uruguaio espera voltar a tempo de jogar a Copa do Mundo pelo seu país, entre os meses de junho e julho.
O protocolo da Fifa prevê a compensação financeira quando o atleta fica afastado por pelo menos 28 dias. A partir do 29º dia, a entidade inicia os pagamentos, que podem chegar a 20 mil euros por dia, com limite total de 7,5 milhões de euros por caso. Anualmente, a entidade destina cerca de 80 milhões de euros (cerca de R$ 480 milhões na cotação atual) para cobrir prejuízos desse tipo, garantindo proteção financeira aos clubes.





