Após contestar erros da arbitragem no clássico contra o Palmeiras, dirigentes do São Paulo não obtiveram sucesso ao solicitar os áudios da cabine do VAR em meio a dois lances polêmicos. Segundo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o material somente será entregue mediante autorização da Fifa. Dessa forma, o tricolor espera uma resposta favorável da entidade máxima.
Derrotado para o rival por um placar de 3 a 2, o São Paulo demonstrou insatisfação com um pênalti não marcado e uma expulsão não assinada contra o Palmeiras. Em conversa com o presidente da CBF, Samir Xaud, o presidente tricolor, Julio Casares, se deparou com a confederação reconhecendo os erros. Porém, se comprometeu apenas a afastar os árbitros Ramon Abatti Abel e Ilbert Estevam da Silva.

Segundo a entidade nacional, os áudios de comunicação entre o dono do apito e árbitros de vídeo somente podem ser entregues quando o responsável por conduzir a partida for chamado ao monitor. Como esse fato não ocorreu com Abatti, a CBF colocou um ponto final na discussão. Para que o material seja entregue ao São Paulo, o protocolo da Fifa precisa ser quebrado pela própria entidade.
“A CBF, porém, consultará a FIFA sobre a possibilidade da divulgação de registros de checagens de lances não protocolares. Caso seja aprovado, a divulgação de registros de equívocos que possam conduzir a arbitragem a algum tipo de condicionamento a treinamentos ou avaliações se tornará praxe”, diz a nota emitida pela confederação.
O detalhe curioso é que o time comandado por Hernán Crespo reclamou de ao menos cinco lances em que considera que o árbitro Ramon Abatti Abel e sua equipe erraram e interferiram diretamente no resultado final da partida contra o Palmeiras. Por sua vez, o clássico não deve ser anulado, bem como a Fifa não tende a acenar favoravelmente ao pedido de Casares.
O que aconteceu entre São Paulo e Palmeiras?
Tudo começou aos oito minutos, quando os donos da casa estavam em vantagem de dois gols. Na ocasião, Cédric Soares disparou pela direita do ataque, abriu o jogo para Luciano, que invadiu a área e tocou buscando Tapia. A bola passou pelo chileno, que foi derrubado por Allan na sequência. Os jogadores do São Paulo pediram pênalti, mas o lance foi entendido como acidental por parte da arbitragem.
Posteriormente, aos dez minutos do segundo tempo, Andreas Pereira acabou recebendo cartão amarelo por uma solada em Marcos Antônio, volante do São Paulo. No entendimento de PC de Oliveira, ex-árbitro da CBF, o atleta do Palmeiras deveria ter sido expulso. Por consequência da condução tendenciosa da partida, o Verdão conseguiu virar o duelo para 3 a 2, fator que garantiu a liderança da Série A.




