Na França, a ocupação ilegal de imóveis, conhecida como “squat”, preocupa proprietários, sobretudo durante férias ou ausências prolongadas. Casas vazias, de herança ou à venda são as mais vulneráveis. Dados do Ministério da Justiça indicam que, em 2019, mais de mil decisões judiciais trataram da expulsão de ocupantes ilegais.
Mesmo com a chamada lei “anti-squat” de 2023, os processos podem ser demorados e gerar custos financeiros e desgaste emocional. Diante desse cenário, uma prática antiga voltou a circular: colocar ramos de alecrim na entrada das residências.
Tradicionalmente associado à purificação e proteção, o alecrim é visto em algumas culturas como planta capaz de afastar energias negativas e más intenções. Nas redes sociais, a ideia ganhou força como um suposto método simbólico de dissuasão contra invasores.
Segurança simbólica e medidas eficazes
Não há comprovação científica de que o alecrim impeça invasões. Seu uso é considerado apenas simbólico, podendo reforçar a sensação de proteção, mas sem substituir estratégias concretas de segurança.
Especialistas recomendam ações práticas para reduzir riscos. Manter o imóvel com aparência de ocupado é uma das principais orientações, seja com auxílio de vizinhos para recolher correspondências, seja com temporizadores de luz. Sistemas de alarme, câmeras de vigilância e placas informando monitoramento também ajudam a inibir invasores.
O reforço estrutural das entradas, com portas resistentes e fechaduras multiponto, é outra medida importante. Em imóveis vazios, dispositivos temporários de proteção podem ser instalados. Informar autoridades locais sobre ausências prolongadas também pode ampliar a segurança.
Além disso, manter uma apólice de seguro residencial adequada facilita a resolução de eventuais prejuízos. O alecrim pode trazer conforto simbólico, mas a prevenção eficaz depende principalmente de medidas concretas e planejamento.





