Em março de 2009, a Uber foi fundada em São Francisco, Califórnia, com o auxílio de Travis Kalanick. Apesar de ter conquistado prestígio com o lançamento do aplicativo de viagens, o empresário norte-americano decidiu rumar em novas direções. Recentemente, o homem de 49 anos entrou no mercado imobiliário com uma aposta focada no bem-estar.
De acordo com um último levantamento, o patrimônio do cofundador da Uber é estimado em 3,6 bilhões de dólares, o que corresponde a R$ 18,7 bilhões na cotação atual. Reconhecendo a dinâmica do mercado imobiliário, embarcou no segmento apoiando a Sekra, conceito de apartamentos para aluguel com soluções tecnológicas e comunitárias voltadas à longevidade.
Para colocar a nova aposta em patamares prestigiados, a companhia levantou 12,5 milhões de dólares (R$ 65 milhões) em uma rodada seed coliderada pelos fundos Fifth Wall e 8VC Apartments. Nesse intervalo, a empresa ainda recebeu aportes oriundos de investidores do setor imobiliário e de tecnologia, como o Moinian Group, além de Harvey Spevak, presidente executivo e sócio-gerente da Equinox.
Apesar da curiosidade ao redor do projeto, é válido destacar que os primeiros apartamentos não possuem data para serem lançados, apenas contando com a estimativa de que saiam neste ano de 2026. Em resumo, o modelo prevê a reforma de prédios existentes e desenvolvimento de novos empreendimentos, priorizando cidades costeiras dos Estados Unidos e em cidades como Riad, na Arábia Saudita, e Dubai.
Entenda a nova aposta do fundador da Uber
Sobretudo, o intuito do visionário é aplicar camadas de tecnologia e hospitalidade para criar uma marca mais lucrativa de moradias para aluguel. Mesmo que as funcionalidades e a infraestrutura tecnológica da Sekra estejam em desenvolvimento, as projeções são favoráveis. Em parceria com Oliver Ripley, fundador da rede de hotéis de luxo Habitas, Kalanick deseja formar comunidades engajadas, com moradores selecionados a partir de valores compartilhados.
“Há uma oportunidade real de fazer algo diferente no setor de imóveis multifamiliares, de construir uma marca global que esteja na interseção de comunidade, cultura, longevidade e bem-estar. Proporcionarão [as obras] aos moradores uma experiência integrada que justificará aluguéis acima da média do mercado”, afirma Ripley.





