Depois da pandemia da Convid-19, o Brasil aumentou sua expectativa de vida em 76,4 anos, motivo que liga o sinal de alerta do mercado imobiliário. Segundo dados do IBGE, a proporção de idosos na população quase duplicou, o que leva o movimento demográfico a começar a redesenhar prioridades e comportamentos de consumo em diferentes setores da economia.
De acordo com Organização das Nações Unidas (ONU), a população com 50 anos ou mais já representa 29% dos brasileiros e pode atingir 40% até 2044. Nesse ínterim, a demanda de produtos pode ganhar contornos mais drásticos, tendo em vista que os idosos não apresentam a impulsividade da geração mais nova.
Para se ter uma noção do impacto no mercado imobiliário, a equação é simples. Estudo da Data8, confirma que entre 26% e 30% do orçamento mensal dos consumidores mais velhos é destinado à moradia. Contudo, é válido destacar que a mobilidade das residências no Brasil não foram projetadas para atender a demanda da terceira geração.
A título de compreensão, o Censo de 2022 comprovou que 28,7% das pessoas que moram sozinhas apresentam 60 anos ou mais. Em suma, a parcela corresponde a 5,6 milhões de idosos em domicílios unipessoais. Posto isso, é necessário que o mercado imobiliário deposite um olhar mais acolhedor para tal geração, principalmente envolvendo questão de soluções e prevenções arquitetônicas.
Mercado imobiliário adota nova medida
As taxas básicas de juros são uma grande dor de cabeça para aqueles que querem adquirir um imóvel, mas se separam com os 15% da Selic em evidência. A fim de contornar a crise imobiliária, o setor tem apostado em uma postura mais estratégica e adaptável para manter o ritmo de vendas.
“Os juros mais altos naturalmente geram um pouco mais de cautela no mercado, principalmente entre os clientes mais sensíveis ao crédito. Mas esse impacto tem sido minimizado por nossa capacidade de adaptação. Reforçamos a estratégia de personalização dos negócios, oferecendo alternativas de pagamento que ajudam a driblar o efeito imediato dos juros. Nosso foco tem sido manter o cliente confiante em sua decisão de compra”, pontuou o CEO da Jooy, Sebastião Longuinho.




