A Starbucks anunciou uma nova rodada de cortes em sua estrutura corporativa nos Estados Unidos. A multinacional confirmou a demissão de cerca de 300 funcionários ligados a áreas administrativas e de suporte. As mudanças fazem parte de um plano interno para reduzir despesas operacionais.
Os desligamentos atingem principalmente trabalhadores vinculados às divisões corporativas da empresa em Seattle. Segundo a companhia, boa parte das vagas eliminadas fora da cidade correspondia a funções exercidas remotamente. A decisão foi comunicada oficialmente aos empregados na última semana.
Além das demissões, a rede confirmou o encerramento das atividades em três escritórios satélites. As unidades localizadas em Chicago, Atlanta e Burbank, na Califórnia, deixarão de operar. A empresa afirmou que os espaços vinham sendo pouco utilizados nos últimos meses.
Empresa prevê custo milionário com mudanças
A Starbucks calcula que o processo de reorganização poderá gerar despesas próximas de US$ 400 milhões. Parte desse valor será destinada ao pagamento de indenizações rescisórias aos funcionários desligados. Os custos relacionados às demissões somam cerca de US$ 120 milhões.
Na conversão aproximada, o montante reservado para as rescisões ultrapassa R$ 600 milhões. A companhia também informou que cerca de US$ 280 milhões correspondem a ajustes contábeis ligados à baixa de ativos. Esses encargos envolvem estruturas físicas e contratos encerrados pela empresa.
Mesmo com o fechamento das unidades, a Starbucks manterá operações corporativas em cidades como Nova York e Nashville. Nessas localidades, aproximadamente 2 mil postos de trabalho devem ser preservados. Parte das funções hoje concentradas em Seattle poderá ser transferida para Nashville.
Novos cortes ainda não estão descartados
A direção da companhia admitiu que outras demissões podem acontecer nos próximos meses. Segundo executivos da empresa, a área de suporte internacional segue sob análise dentro do plano de contenção de gastos. A reorganização busca adaptar a operação ao atual cenário econômico.
A empresa também destacou que muitos trabalhadores dos escritórios encerrados continuarão atuando remotamente. A estratégia adotada pela Starbucks acompanha o movimento de grandes corporações que reduziram espaços físicos após o crescimento do trabalho híbrido.


