De acordo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a tarifa de 50% sob produtos importados do Brasil entrará em vigor no dia 1º de agosto. Ainda que não deseje dar o braço a torcer para o norte-americano, o Governo brasileiro prega cautela e estuda propor excluir alguns itens, como suco de laranja e café, do tarifaço.
A título de conhecimento, os estadunidenses compram 42% das exportações de suco de laranja, enquanto 17% das vendas correspondem ao café brasileiro. Para não comprometer ainda mais a produção e exportação, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda deseja colocar os aviões da Embraer fora da taxação.
Embora nenhum martelo tenha sido batido, o secretário do Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, afirmou, em entrevista à CNBC, que os Estados Unidos não descartam isentar tarifas de alimentos e outros recursos naturais que não são produzidos no território norte-americano. Nesse ínterim, foram citados apenas café e cacau, sem menção direta ao Brasil.
“Em nossos acordos comerciais, nossa expectativa é que [em relação aos] recursos naturais indisponíveis – uma banana, outras especiarias e as raízes -, a expectativa deve ser [que] não haverá tarifa. Por que vocês esperam nos vender café e cacau e não nos deixam vender soja? Parece injusto. Vamos tornar isso justo”, disse o secretário de Trump.
Caso um acordo seja selado, o Brasil não terá tantos prejuízos, tendo em vista que se a tarifa de 50% se mantiver, o problema com o suco de laranja será de até R$ 4,3 bilhões. É válido destacar que o país é atualmente o maior produtor e exportador de suco de laranja do planeta, vendendo 95% de sua produção para o exterior. Desse total, 42% tem os Estados Unidos como destino.
Caminhoneiros brasileiros se posicionam sobre Trump
Diante da queda de braço protagonizada por Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, o Partido Liberal (PL) criou uma comissão para mobilizar nacionalmente caminhoneiros no dia 8 de agosto. A ação tem por finalidade promover greve exponencial em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro, investigado por envolvimento na tentativa de golpe de estado.
No entanto, Wallace Landim, mais conhecido como Chorão, presidente da Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores), cravou que nenhuma greve será realizada previamente. Ao ser entrevistado pelo R7, mostrou-se indignado por nunca ter recebido o apoio do PL para questões envolvendo melhorias na remuneração dos caminhoneiros.
“A gente se posiciona com cautela e responsabilidade. Não posso colocar a categoria no abismo. Não posso deixar a categoria ser usada como massa de manobra por grupos políticos. Dentro do Parlamento, a categoria não é reconhecida, não é vista. Temos demandas como o combate à máfia dos transportes, questões envolvendo pedágios, custo mínimo de carga e a aposentadoria especial. E agora falam em manifestação”, disparou.





