Após décadas de promessas, a ligação definitiva entre as cidades de Santos e Guarujá, no litoral paulista, começa a sair do papel com o reforço bilionário do Governo de São Paulo. A gestão estadual garantiu R$ 2,64 bilhões para viabilizar o tão aguardado túnel submerso, considerado uma das obras mais importantes da infraestrutura brasileira e uma demanda histórica da Baixada Santista.
A liberação dos recursos foi oficializada por decreto publicado no Diário Oficial, autorizando a abertura de crédito suplementar para a Secretaria de Parcerias em Investimentos. A medida fortalece o planejamento financeiro do projeto, que há mais de um século é debatido como solução definitiva para melhorar a mobilidade entre os dois municípios, reduzindo gargalos logísticos e facilitando o deslocamento diário de milhares de pessoas.

O túnel será a primeira travessia imersa do país, com cerca de 1,5 km de extensão total, sendo aproximadamente 870 metros submersos sob o canal portuário. A estrutura deve reduzir drasticamente o tempo de viagem, que hoje pode chegar a até uma hora, para poucos minutos. Atualmente, a travessia por balsa leva em média 18 minutos, sem contar filas, enquanto o trajeto por rodovia pode ser superior a 40 km.
Governo de SP vai construir túnel inovador no litoral
Com investimento total estimado em R$ 6 bilhões, a obra será executada por meio de parceria entre os Governos Federal e Estadual, além da participação da iniciativa privada. O leilão está previsto para ocorrer em São Paulo, com contrato de concessão de 30 anos, o que inclui construção, operação e manutenção da estrutura. A expectativa é de que o projeto também gere empregos e impulsione a economia regional.
O modelo escolhido é o de túnel imerso, técnica moderna utilizada em grandes obras internacionais. Nesse sistema, módulos de concreto são construídos em terra firme, testados e transportados por flutuação até o local, onde são posicionados no fundo do canal. A escolha leva em conta as características do solo da região, formado por sedimentos mais instáveis, além de evitar impactos no tráfego marítimo e reduzir interferências urbanas. O projeto é tratado como um marco da engenharia nacional.





