O Governo Federal dos Estados Unidos anunciou um acordo com grandes empresas farmacêuticas para reduzir os preços de medicamentos no país. A iniciativa foi apresentada pelo presidente Donald Trump e envolve compromissos voltados principalmente ao programa Medicaid, que atende pessoas de baixa renda, e também consumidores que pagam diretamente pelos remédios.
O objetivo é aproximar os preços praticados nos EUA aos valores cobrados em outras nações desenvolvidas. Participam do acordo empresas como Bristol Myers Squibb, Gilead Sciences, Merck, Genentech, Novartis, Amgen, Boehringer Ingelheim, Sanofi e GSK.
Segundo autoridades, cada fabricante concordou em reduzir os preços da maioria dos medicamentos vendidos ao Medicaid. Embora os percentuais exatos não tenham sido divulgados, o governo estima economia relevante em remédios amplamente utilizados. Trump afirmou que os EUA deixariam de arcar com custos mais altos do que outros países.

Investimentos e novas regras para o mercado
Além da redução de preços, as farmacêuticas se comprometeram a investir juntas mais de US$ 150 bilhões nos Estados Unidos em pesquisa, desenvolvimento e produção. Parte da receita obtida com vendas internacionais será direcionada ao mercado norte-americano para compensar custos.
Em troca, as empresas poderão receber isenção de tarifas por um período de até três anos. Os acordos também preveem a adoção do princípio da “nação mais favorecida” para novos medicamentos, incluindo aqueles destinados ao Medicare.
Algumas empresas anunciaram medidas específicas, como a venda direta de medicamentos com descontos expressivos. A Merck informou cortes de cerca de 70% em remédios para diabetes, enquanto a Amgen anunciou preços mensais reduzidos para tratamentos de enxaqueca e artrite reumatoide.
Antes desse anúncio, outras farmacêuticas como Pfizer, Eli Lilly, AstraZeneca, Novo Nordisk e EMD Serono já haviam firmado acordos semelhantes. Regeneron, Johnson & Johnson e AbbVie permaneciam em negociação, com expectativa de adesão posterior.





