Em meio a uma crise financeira bilionária, o Governo Federal autorizou os Correios a ampliar a atuação para novos mercados, o que inclui a venda de seguros, títulos financeiros, serviços de telefonia e operações logísticas. A medida foi publicada na última quinta-feira (15) no Diário Oficial da União e faz parte da estratégia para aumentar receitas da estatal, que acumula sucessivos resultados negativos.
Com a nova autorização, os Correios poderão oferecer ou intermediar produtos como seguros de vida, automóvel, residência e viagem, além de bônus promocionais, consórcios, créditos, aplicações financeiras e títulos de capitalização. A expectativa do governo é de que esses serviços sejam disponibilizados por meio de parcerias com instituições financeiras, criando fontes adicionais de arrecadação para a empresa pública.

Outra mudança prevista permite que a estatal atue no setor de telefonia móvel como operadora virtual, seguindo regulamentações da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Além disso, a portaria amplia a participação dos Correios em serviços logísticos, incluindo armazenagem, gestão de mercadorias, separação de cargas e operações ligadas à cadeia de distribuição.
Correios vão poder atuar sob um novo formato no Brasil
De acordo com o Ministério das Comunicações, a implementação das novas atividades vai depender de estudos prévios que comprovem viabilidade econômica e potencial de retorno financeiro. O objetivo é garantir sustentabilidade para os investimentos e criar margem de remuneração compatível com a recuperação da empresa.
A ampliação ocorre enquanto os Correios enfrentam um dos momentos mais delicados da história recente. A estatal registrou prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025 e chegou a 14 trimestres consecutivos de resultados negativos. O valor supera em mais de três vezes as perdas contabilizadas no ano anterior. Diante do cenário, a ministra Esther Dweck afirmou anteriormente que o governo avalia realizar aporte financeiro nos Correios a partir de 2027.





