Consolidado na América Latina como o principal programa de transferência de renda voltado para pessoas em situação de vulnerabilidade social, o Bolsa Família ligou o sinal de alerta dos assistidos. Aos novos beneficiários, o Governo Federal destacou a necessidade de respeitar as diretrizes do auxílio, que podem, quando ignoradas, acarretar o corte dos valores.
Na prática, o benefício não é automático, com as transferências dependendo do compromisso dos assistidos em seguir as regras. Por determinação do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), é importante que os lares priorizem o cuidado com a saúde e educação. Em resumo, o respeito às normas torna a entrega do auxílio possível, sem maiores dores de cabeça.
No tocante à saúde, é imprescindível que a família siga o calendário de vacinação das crianças, além de acompanhar o estado nutricional dos menores de sete anos, caso o lar seja composto por essas pessoas. Em contrapartida, gestantes devem realizar o pré-natal regularmente, garantindo cuidados básicos exigidos pelo programa do Governo Federal.
Já no segmento educacional, é obrigatório que crianças de 4 a 6 anos incompletos apresentem pelo menos 60% de frequência escolar. Enquanto isso, aqueles que se enquadram na faixa etária de 6 a 18 anos precisam alcançar 75% de presença mensal. Caso alguma dessas diretrizes seja desrespeitada, é possível que o Bolsa Família seja bloqueado ou suspenso até que a regularização seja sacramentada.
O que fazer se o programa for interrompido?
Por desleixo ou até mesmo falta de conhecimento das obrigações, é possível que o programa seja interrompido para algumas famílias. A fim de evitar problemas maiores, como o cancelamento das transferências, é importante procurar o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) para regularizar as informações e incluir uma justificativa (atestados médicos), quando houver.
Sobretudo, o intuito do governo é fazer com que os beneficiários tenham acesso aos valores, mantendo sempre os compromissos em primeiro plano. No mais, a manutenção das regras e a transparência fazem parte do protocolo de exigências, que tornam o Bolsa Família uma alternativa para reduzir as desigualdades sociais do Brasil.





