Nas últimas semanas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem reforçado o interesse comercial, estratégico e militar de adquirir a Groenlândia, maior ilha do mundo e território que pertence à Dinamarca. As declarações polêmicas do americano mexeram com a população local e provocaram ações do Governo.
Na quarta-feira (21), o Governo da Groenlância aconselhou aos moradores a buscarem suprimentos suficientes para até cinco dias, caso o território entre numa crise provocada por Trump. O presidente americano chegou a dizer que os líderes da União Europeia não deveriam usar a força militar para impedir que os EUA tomem o território dinamarquês.
De acordo com o Governo, a publicação das orientações de preparação para crise é uma resposta aos cortes de energia e tem como objetivo reforçar a segurança da população. Os governantes da ilha garantem que o documento começou a ser feito no ano passado, o que fez com que os groenlandeses buscassem opções de fuga para um possível ataque vindo dos EUA.
Estados Unidos podem atacar a maior ilha do mundo
“A publicação do folheto com recomendações práticas e simples para as famílias não significa que esperamos uma crise”, afirmou o ministro da Autossuficiência da Groenlândia, Peter Borg, em um comunicado oficial. Durante a semana, o ministro das Finanças e o vice-primeiro-ministro, Mute B. Egede, declarou que o Governo está revisando o plano de preparação para crises.
A Groenlândia tem seguido um padrão parecido com o que já foi feito por países nórdicos. Em 2024, por exemplo, Suécia, Finlândia, Noruega e a própria Dinamarca atualizaram as recomendações sobre como sobreviver a guerras e crises. A ilha não descarta a possibilidade de sofrer um ataque dos EUA, mas espera que as ameaças de Trump não se tornem uma ação militar na prática.





