A Argentina descobriu uma grande reserva de ouro nos projetos Filo del Sol e Josemaría, em San Juan, na Cordilheira dos Andes. A Vicuña, formada por Lundin Mining e BHP, confirmou 1.001 toneladas de ouro medido e 1.514 toneladas inferido, parte delas se estendendo até o Atacama, no Chile.
Além do ouro, os projetos concentram também 12,8 milhões de toneladas de cobre medido, 25,1 milhões de toneladas inferidas e grandes quantidades de prata. Esses números indicam que a área pode se tornar um dos polos de mineração mais relevantes da América Latina.
O desenvolvimento das operações, contudo, ocorre em etapas distintas: o Filo del Sol está em fase de exploração, enquanto o Josemaría já se encontra em fase de pré-construção. Isso sugere que os impactos econômicos poderão ser sentidos de forma gradual, à medida que as atividades se consolidarem.
A possibilidade de exploração em larga escala coloca a Argentina em uma posição privilegiada, visto que o ouro é considerado um dos metais mais estratégicos da economia global.
Onde a Argentina pode se posicionar no ranking global
De acordo com o USGS (United States Geological Survey), os países com maiores reservas de ouro do mundo são Austrália e Rússia, ambos com cerca de 12.000 toneladas cada. Na sequência aparecem África do Sul, Indonésia, Canadá, China, Estados Unidos, Peru, Brasil e Cazaquistão. Hoje, nenhum levantamento oficial coloca a Argentina entre os dez primeiros, mas a nova descoberta pode alterar esse quadro em médio prazo.
Caso confirmada a viabilidade econômica de exploração das reservas de San Juan, a Argentina pode alcançar patamares inéditos em termos de exportação mineral, gerando divisas significativas e fortalecendo sua posição no comércio internacional.




