Enquanto o Brasil não projeta retornar com o Horário de Verão em seu calendário anual, um país vizinho tem lidado com mudanças importantes na rotina. A partir desta segunda-feira (1º), a Argentina deu início ao protocolo de ajustes dos horários de funcionamento de todos os empreendimentos. Embora já conhecida, a mudança tem impactado as instituições financeiras e clientes.
Com a finalidade de reduzir o impacto das altas temperaturas e, ao mesmo tempo, gerenciar o fluxo de clientes nas agências, o Horário de Verão causou confusão na cabeça de algumas pessoas. Isso porque o mecanismo gerou dúvidas entre os usuários que necessitam agendar transações, pagamentos e outros serviços presencialmente.

Os bancos que atuam nos municípios da província de Buenos Aires foram obrigados a começar a atender o público em horário de verão (das 8h às 13h). Contudo, apenas no primeiro dia de serviço, em Bahía Blanca, os seguintes bancos mantiveram seu horário normal (das 10h às 15h) em destaque: Nación, Provincia, Galicia, Macro, Columbia, Pampa, Bind, Hipotecario, Credicoop e Santander.
O avanço no relógio foi formalizado pelo governo provincial por meio do Decreto nº 2894, que estabelece que esse horário especial permanecerá em vigor até 22 de março de 2026. No mais, é válido destacar que a mudança de curso é aplicada a todas as instituições financeiras que operam nos distritos que decidirem aderir a esta modalidade de verão.
Por que o Brasil descartou o Horário de Verão?
A discussão em torno do Horário de Verão ganhou novos capítulos durante as últimas semanas após um apagão atingir todos os estados e o Distrito Federal. Embora haja pressão para que a medida volte a fazer parte do cronograma dos brasileiros, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, confirmou que o Governo Federal não possui interesse algum.
Suspensa desde 2019, a prática correspondia a adiantar os relógios em uma hora. A principal justificativa para a suspensão foi a mudança nos hábitos de consumo de energia da população. Em resumo, o pico de consumo, que antes acontecia no início da noite, passou a ocorrer ao final da tarde com o uso crescente de ar-condicionado e outros aparelhos de refrigeração.
Portanto, a economia de energia com mais uma hora de luz natural perdeu seus benefícios. “Estamos absolutamente seguros de que não precisamos do horário de verão neste ano. Nós teríamos a coragem de implementar, caso necessário”, disse Silveira, descartando qualquer chance de o mecanismo voltar ao cronograma nacional.





