A partir de novembro de 2025, pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) em alguns estados do Brasil poderão ser atendidos em hospitais privados, marcando uma mudança significativa na gestão do atendimento público.
A medida foi autorizada pelo Ministério da Saúde e já contempla unidades nos estados do Pará, Ceará, Pernambuco, Distrito Federal e São Paulo. Entre os hospitais participantes estão unidades da Hapvida e o Hospital Santa Marcelina, somando atualmente 12 instituições.
O modelo funciona por meio da conversão de dívidas tributárias das operadoras de saúde em serviços prestados ao SUS, permitindo que recursos que seriam pagos ao governo sejam direcionados para consultas, exames e cirurgias.
A iniciativa faz parte do programa Agora Tem Especialistas e busca atender áreas com maior demanda, como oncologia, ortopedia e cardiologia, setores que enfrentam grandes filas na rede pública.

Impacto na redução das filas e ampliação de especialidades
Hospitais privados já começaram a realizar procedimentos complexos dentro do novo modelo. No Hospital Ariano Suassuna, em Recife, por exemplo, foram realizadas cirurgias de artroplastia de quadril e exames de ressonância magnética, oferecendo serviços que antes tinham longa espera na rede pública.
A estratégia também permite melhor aproveitamento de equipamentos modernos e profissionais qualificados, aumentando a capacidade de atendimento sem comprometer a operação dos hospitais privados.
A expectativa é de que a expansão do modelo para outros estados contribua de forma significativa para reduzir o tempo de espera do SUS. Ao final de cada ano, estima-se que até R$ 2 bilhões em dívidas de operadoras de saúde possam ser convertidos em serviços médicos.





