Situada no litoral do Rio Grande do Sul, a Praia do Cassino recebeu do Guinness Book o título de praia mais longa do mundo, com extensão de mais de 200 quilômetros. Atraindo milhares de turistas todos os anos, a área desperta a curiosidade de vários viajantes, tendo em vista a peculiaridade de um hotel ter sido engolido pelos sedimentos.
Por estar situada próximo da fronteira, a praia recebe argentinos e brasileiros nas mais variadas estações, garantindo uma experiência incrível e necessária para aventureiros. Isso porque o Hotel El Aduar, abandonado em 1960, foi erguido a 170km do cassino, mas acabou despovoado com aproximadamente uma década da inauguração.

Sobretudo, quando não existia a Estrada do Taim, o hotel era um parador, mas não demorou para os problemas aparecerem. A ideia de construir um empreendimento naquela época tinha a ver, não somente com lazer, mas, principalmente, com uma especulação imobiliária, visto que a área não possuía consolidação fundiária.
O planejamento deu errado por falta de estudos, tendo em vista que as dunas são inconstantes e se movimentam com o vento. Em decorrência das conchas que trancaram o caminho pela praia, o hotel foi abandonado e a areia tomou conta do ambiente. Quem vai até ele se depara com um tipo de açude e pedaços de paredes, sendo possível identificar a caixa d’água que abastecia o hotel e uma bela capela feita de conchas do mar.
Construção de hotel não parou por aí
Apesar de o empreendimento ter dado errado por erro humano atrelado aos fenômenos da natureza, a situação não mudou nos anos seguintes. Basta analisar o avanço de projetos na linha de dunas ou o sombreamento de prédios em áreas de banhos. Em 2013, o Balneário Cassino quase ganhou um prédio com mais de 15 andares à beira-mar, mas foi interrompido pela pressão popular.


