Responsável por fiscalizar, monitorar e controlar o uso de recursos naturais no país, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apresenta regras para garantir uma maior integridade, transparência e eficiência em suas atividades. Diante desse cenário, estabeleceu a proibição do corte de 5 árvores bastante cultuadas em solo nacional.
Conhecido mundialmente por abrigar uma diversidade biológica sem precedentes, o Brasil é tomado pela flora e fauna em todas as regiões. Nesse cenário ambiental, as espécies mais imponentes são encontradas em biomas como Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga. Contudo, diante da excessiva exploração da madeira, árvores específicas estão ameaçadas de extinção devido ao avanço do desmatamento.

Para garantir que o solo continue prosperando e nenhuma outra árvore entre em descenso reprodutivo, o IBAMA estabeleceu regras rígidas contra a exploração. Na prática, a fiscalização é realizada por órgãos ambientais, que são autorizados a aplicar multas e outras penalidades em caso de irregularidades. Em meio à imponência histórica, ecológica e econômica, alguns troncos são mais preservados que outros.
Quais espécies são preservadas?
Pau-Brasil: aclamada por ter dado origem ao nome do país, é uma das árvores mais protegidas perante a legislação ambiental. Historicamente, teve sua exploração intensificada durante o período colonial devido à madeira avermelhada utilizada na produção de tintas. Por consequência da ação humana, teve sua concentração reduzida, exigindo, no cenário atual, autorizações específicas para o corte.
Araucária: a conífera nativa do Sul do Brasil consegue viver até 300 anos, além de atingir entre 25 e 50 metros de altura. Outrora formando extensas florestas, atualmente enfrenta a perda gradativa de sua reprodução devido ao desmatamento e avanço da agricultura. Por estar em ameaça, o corte é altamente controlado no Brasil.
Mogno: por apresentar alta importância econômica e sustentável, valorizado pela sua madeira nobre, resistência a pragas e rápido crescimento, tem a exploração desenfreada. Diante da redução das populações naturais, o IBAMA impôs regras mais incisivas para sua exploração, permitindo o corte apenas em condições específicas e com autorização ambiental.
Aroeira-do-sertão: comum no Cerrado e na Caatinga, a espécie em questão é popular por sua resistência. Assim como o mogno, também passou décadas sendo explorada, especialmente para fins de construções rurais. Com o declínio da vegetação, a preservação dessa árvore é encabeçada pela fiscalização governamental, que não autoriza o corte.
Jequitibá-rosa: imponente na Mata Atlântica, pode atingir alturas impressionantes e viver por centenas de anos. A sua raridade no cenário atual, aliada à importância ecológica, torna o corte dessa árvore intensivamente controlado. Em suma, a preservação é encarada como fundamental para a conservação das florestas nacional e da biodiversidade associada a elas.




