Um idoso de 81 anos perdeu cerca de R$ 6 mil após cair em um golpe aplicado em um caixa eletrônico no Rio de Janeiro. O caso aconteceu dentro de uma farmácia no bairro de Sulacap, na Zona Oeste da capital. A vítima utilizava um terminal da rede Banco24Horas quando foi abordada por dois homens.
Segundo o relato da família, os suspeitos disseram que o terminal havia emitido um aviso sobre atualização obrigatória de senha. Os criminosos afirmaram que o procedimento seria necessário para evitar bloqueios no cartão e cobranças extras. Convencido pela explicação, o aposentado aceitou ajuda durante a operação.
Enquanto digitava as senhas no terminal, o idoso teve o cartão trocado sem perceber a ação. O golpe só foi descoberto após o retorno para casa, quando começaram a chegar notificações bancárias no celular. Os criminosos realizaram saques e transferências utilizando os dados da vítima.
Polícia investiga movimentações bancárias
O caso foi registrado na 33ª Delegacia de Polícia, responsável pela investigação do crime. A polícia tenta identificar os envolvidos e analisar possíveis imagens de segurança da região. Até o momento, não houve confirmação sobre prisões relacionadas ao caso.
Especialistas em segurança alertam que criminosos costumam agir em locais com grande circulação de idosos. A estratégia geralmente envolve conversas rápidas para gerar confiança e pressionar a vítima emocionalmente. Em muitos casos, os golpistas observam a digitação das senhas antes da troca do cartão.
A família do aposentado informou que o prejuízo financeiro chegou a aproximadamente R$ 6 mil. Parte das movimentações ocorreu logo após a saída da vítima do estabelecimento comercial.

Banco24Horas reforça orientações de segurança
Em nota, a TecBan informou que os terminais não solicitam atualização de senhas ou dados pessoais diretamente nas telas de atendimento. A empresa também reforçou que clientes nunca devem aceitar ajuda de desconhecidos em caixas eletrônicos.
Outra recomendação importante é conferir sempre se o cartão devolvido pelo terminal pertence realmente ao usuário. Bancos e empresas de tecnologia financeira orientam clientes a procurar funcionários identificados em caso de dúvidas.





