O programa Mais Médicos enfrenta transformações significativas no Brasil. A presença de médicos cubanos, que já foi de mais de 11 mil profissionais, caiu para cerca de 2,7 mil em 2025. Esse declínio começou em 2018, após decisões políticas de Cuba em meio a reformulações no programa por governos sucessivos. Hoje, eles representam 10% dos médicos atuantes no programa.
Reformulações Governamentais
Os ajustes no programa ocorreram ao longo dos governos de Dilma Rousseff, Michel Temer, Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva. Cada gestão trouxe mudanças específicas. No governo Dilma, o programa foi lançado com forte participação cubana.
Sob Temer, houve tentativas de redução desse número. Já Bolsonaro criou o Médicos pelo Brasil, que tinha foco em médicos com diplomas revalidados. Recentemente, Lula relançou o Mais Médicos, priorizando brasileiros e estrangeiros com diplomas reconhecidos.
Tensão Diplomática e Acusações
Recentemente, os Estados Unidos revogaram vistos de algumas autoridades brasileiras envolvidas com o programa Mais Médicos. A razão apresentada pelo governo americano envolvia acusações de que o programa facilitava um “esquema de trabalho forçado” em conluio com Cuba.
Essa acusação impacta não apenas as relações entre Brasil e Cuba, mas também intensifica a tensão diplomática com Washington.
Possibilidades para o Futuro
Apesar da diminuição de médicos cubanos, o Mais Médicos continua essencial para locais remotos no Brasil. O governo trabalha na contratação de médicos brasileiros e estrangeiros qualificados. Além disso, alguns médicos cubanos no Brasil obtiveram permissões judiciais para continuar a praticar, mesmo sem revalidar seus diplomas.
Em meio a essas mudanças, o futuro do programa permanece incerto e sujeito a novas decisões políticas, o que continua a gerar debate no cenário nacional. Com expectativas de mudanças à vista, o Mais Médicos se adapta a pressões políticas e diplomáticas, com a esperança de que as ações futuras respondam às demandas atuais do sistema de saúde brasileiro.





