O desejo de todo brasileiro é conquistar a aposentadoria junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) após anos de contribuição. No entanto, devido às diretrizes presentes para que o direito seja alcançado, é comum que muitas pessoas não entendam como o mecanismo funciona. Pensando em sanar as dúvidas dos futuros beneficiários, a entidade forneceu uma ferramenta indispensável para os cálculos.
Embora seja necessário respeitar as novas regras da Previdência Social, o INSS optou por entregar um planejamento financeiro crucial aos brasileiros. Trata-se do simulador de aposentadoria, plataforma online que permite que os segurados calculem quantos anos ainda restam de contribuição, estimando ainda o valor a ser recebido no futuro.
Essa visão do instituto tem sido comemorada pelos trabalhadores, especialmente para aqueles que priorizam os mínimos detalhes existentes em função do seguro público. Para que o simulador apresente eficiência ao passo da montagem do planejamento da aposentadoria, é necessário que o usuário tenha os dados atualizados no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS).
Como utilizar o simulador?
O acesso ao simulador é feito exclusivamente pelos canais oficiais do INSS. Confira o passo a passo:
- Entre no site do INSS ou abra o aplicativo Meu INSS, disponível para Android e iOS;
- Faça login com a conta Gov.br, utilizando CPF e senha;
- Na página inicial, localize o campo “Do que você precisa?”;
- Digite ou selecione a opção “Simular aposentadoria”;
- O sistema irá cruzar automaticamente os dados do seu extrato de contribuições; e
- Em poucos segundos, a simulação será exibida na tela.
Na prática, caso o segurado deseje testar cenários distintos, é possível editar informações como idade, sexo ou períodos de contribuição. Para isso acontecer, basta clicar no ícone de lápis ao lado do dado desejado e, em seguida, selecionar a opção “Recalcular”.
Novas regras de aposentadoria junto ao INSS
A Reforma da Previdência, aprovada em 2019 pela Emenda Constitucional (EC) 103/2019, prevê alterações anuais nas chamadas regras de transição. Essas regras valem para quem já contribuía para o Instituto Nacional do Seguro Social antes de novembro de 2019. Uma das obrigatoriedades é a da idade mínima progressiva, em que o tempo de contribuição não muda, mas a idade mínima aumenta seis meses a cada ano.
Em 2026, será necessário ter 59 anos e seis meses de idade para mulheres e 64 anos e seis meses para homens. Em contrapartida, o tempo mínimo de contribuição continua sendo de 30 anos para o sexo feminino e 35 anos para o sexo masculino.
Outra alteração diz respeito à regra dos pontos, que soma a idade com o tempo de contribuição. Em síntese, a pontuação exigida aumenta um ponto por ano. No ano atual, será preciso atingir 93 pontos para mulheres e 103 pontos para homens, além do tempo mínimo de contribuição de 30 anos (mulheres) e 35 anos (homens).
Por outro lado, a regra geral de aposentadoria continua a mesma. As mulheres precisam ter 62 anos de idade e 15 anos de contribuição, enquanto os homens precisam ter 65 anos de idade e 20 anos de colaboração. Para homens que começaram a contribuir antes de novembro de 2019, o tempo mínimo é de 15 anos.





