Dono do maior exército do mundo, os Estados Unidos correm o risco de ficar sem munições estratégicas e de ter apoio internacional limitado em uma eventual ofensiva militar contra o Irã. O principal oficial militar americano teria alertado o presidente Donaldo Trump para essas possíveis consequências, de acordo com uma reportagem do The Washington Post.
Segundo a publicação, o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, informou a Trump e a integrantes do governo, em reunião na Casa Branca, que uma operação de grande escala enfrentaria obstáculos logísticos significativos. O estoque de armamentos estaria pressionado pelo suporte oferecido pelos Estados Unidos a aliados em conflitos ainda em andamento, como Israel e Ucrânia contra Palestina e Rússia, respectivamente.
Em encontros realizados no Pentágono, o general também teria destacado a complexidade de uma ofensiva contra o território iraniano, além do potencial de baixas entre militares americanos. Outro fator sensível seria a ausência de amplo respaldo de parceiros regionais, o que poderia ampliar ainda mais os custos operacionais e estratégicos. Nas redes sociais, Trump publicou que é “100% incorreto” que Caine seja “contra entrarmos em guerra com o Irã”.
Exército de Trump ficaria pressionado em eventual ataque ao Irã
Segundo fontes ouvidas pelo jornal, a dimensão de uma eventual investida dependeria dos objetivos políticos estabelecidos pela Casa Branca. Caso a meta envolvesse enfraquecer ou derrubar o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, a campanha poderia se tornar prolongada e exigir ataques a centenas ou até milhares de alvos, aumentando o consumo de munições e o risco humano.
Entre os equipamentos considerados críticos estão os interceptores do sistema THAAD e os mísseis do sistema Patriot, amplamente utilizados no Oriente Médio e também pela Ucrânia. Especialistas apontam que a capacidade anual de reposição é limitada, o que pode restringir a margem estratégica americana em um cenário de conflito mais prolongado.





