O Japão é considerado o país mais limpo do mundo, onde a sociedade encara a higienização dos ambientes públicos e privados como parte imprescindível da cultura. Por outro lado, é possível se deparar com lugares exemplares no Brasil, assim como ocorre em Campinas, cidade localizada no noroeste de São Paulo.
A título de curiosidade, o município assumiu o protagonismo no Ranking de Saneamento de 2025, realizado pela GO Associados e Instituto Trata Brasil. Na prática, Campinas tornou-se a cidade mais limpa do país por atingir excelentes pontuações nos serviços de limpeza. O trabalho tornou possível superar grandes concorrentes como Limeira (SP) e Niterói (RJ) em eficiência nos serviços de saneamento.

Segundo os dados levantados, o município paulista surpreendeu ao contemplar os seguintes níveis:
- Abastecimento de água: 99,69%;
- Coleta de esgoto: 95,89%;
- Tratamento de esgoto: 83,94%;
- Investimento por habitante: R$ 949,40;
- Perda na distribuição: 19,67%;
- Recuperação de custos: 141,72%.
Como resultado dos investimentos realizados, Campinas (68,7 pontos) foi coroada como o segundo melhor lugar para se viver no Brasil, ficando atrás apenas de Ribeirão Preto (69,5 pontos). O prestígio foi baseado no Índice de Progresso Social Brasil 2025, levando em consideração as necessidades humanas básicas, bem-estar e oportunidades.
E qual é a cidade mais suja?
Conforme pesquisa realizada pelo Instituto Veritá, 26 capitais e mais 300 municípios foram avaliados no tocante à limpeza nas ruas. Diante do estudo, ficou comprovado que Belém (PA) apresentou o pior índice, correspondendo a 20%, levando em consideração a percepção dos moradores sobre o funcionamento de serviços públicos essenciais.
Contrariando a lógica, a capital do Pará recebeu a COP30, conferência do clima da Organização das Nações Unidas (ONU), no ano passado. No município, o aterro sanitário atingiu sua capacidade máxima, fator que contribuiu para que a prefeitura acumulasse uma dívida de R$ 15 milhões com a empresa que faz o tratamento dos resíduos.





