Embora o Brasil não seja acometido por desastres naturais sem precedentes devido a seu posicionamento no globo terrestre, o vulcão mais antigo do planeta está localizado em suas dependências. Conhecido como Vulcão do Amazonas, foi descoberto em 2022, na região de Uatumã, no estado do Pará. Apesar de extinto, teve sua formação datada há mais de 1,9 bilhão de anos.
Inativa e sem riscos de erupções, a abertura geológica guarda registros de um passado pouco conhecido pela população brasileira. No entanto, é imponente por seus 22 quilômetros de diâmetro e um antigo cone que chegou a 400 metros de altura. Ainda que esteja impossibilitado de expelir material do interior da Terra, conservou, em suas rochas, sinais antigos de trabalhos.

De acordo com o professor Caetano Juliani, doutor em geociências pelo Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (USP), o surgimento do vulcão está diretamente ligado ao movimento das placas tectônicas. Em resumo, a crosta oceânica deslizou sob a crosta continental, fator que culminou na criação de condições ideais para erupções e na formação de minérios.
“As atividades que geram os vulcões também geram diferentes tipos de depósitos minerais: ouro, prata, cobre, chumbo, zinco. É muito comum nós termos depósitos de minerais de produtos que são essenciais para a nossa sociedade vinculados com os mesmos processos que geram as atividades vulcânicas”, explicou o estudioso.
Por que o vulcão está “desativado”?
A título de curiosidade, existem vários vulcões no Brasil, representando risco algum à sociedade. Isso acontece devido ao fato de que o território nacional encontra-se em uma área continental das placas tectônicas. Em outras palavras, isso significa que a nação está mais afastada da zona de encontro entre uma placa e outra.
Um outro fator que contribui para a ausência de atividades vulcânicas fica a cargo do relevo, que é considerado geologicamente antigo. Por consequência do desgaste efetuado por agentes erosivos, as crateras deixaram de existir. O mesmo não ocorre no Círculo de Fogo do Pacífico, com Estados Unidos (Alaska/Havaí), Indonésia, Japão, Rússia (Península de Kamchatka) e Chile.





