No início de setembro, o programa Gás do Povo será lançado para substituir o Auxílio Gás, prometendo atender cerca de 17 milhões de famílias. Com alguns estados comercializando o produto por R$ 170, o Governo Federal deseja garantir, de forma gratuita, o item às pessoas em vulnerabilidade social.
A informação foi confirmada nesta quinta-feira (28), por meio de entrevista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Balanço Geral, da TV Record. Durante agenda em Contagem e Montes Claros, em Minas Gerais, o representante do Partido Trabalhista (PT) comemorou o feito.

“E na semana que vem eu volto a Belo Horizonte para ir no Aglomerado da Serra anunciar o programa chamado Gás do Povo. É um programa de financiamento de gás para as pessoas mais pobres do país, que não vão pagar mais pelo gás, vão receber o gás gratuitamente”, disse o presidente.
De modo geral, o programa tem o objetivo de fornecer o botijão de gás de cozinha (GLP) para as famílias de baixa renda, descartando transferir o valor baseado no preço médio nacional. Porém, para que o novo auxílio seja adquirido, é necessário estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico) e deter renda igual ou inferior a meio salário mínimo.
Previsões da nova empreitada de Lula
Segundo informações do Governo Federal, atualmente são contempladas cerca de 5,6 milhões de famílias nas condições pré-estabelecidas, mas o número deve chegar a 20 milhões nos próximos meses. De acordo com o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, para o ano que vem, estão previstos R$ 13,6 bilhões em recursos.
Anteriormente, o Auxílio Gás depositava a cada dois meses um valor adicional de R$ 108, que corresponde a 100% do preço médio do botijão de 13 kg. Agora, com a mudança de curso, as famílias receberão um vale-crédito.
“Tem botijão no Brasil sendo vendido a R$ 160, R$ 170. Há uma disparidade muito grande de preço a depender da distância, da localização da cidade, da região. […] As famílias receberão uma espécie de vale-crédito (a ser usado em distribuidoras cadastradas de revenda) para comprar o gás, bastando apresentar o CPF”, destacou o ministro.





