Nesta quarta-feira (17), o Ministério do Planejamento e Orçamento confirmou a notícia que todos os trabalhadores de carteira assinada queriam: o salário mínimo de 2026 terá um acréscimo significativo. Enquanto o piso atual corresponde a R$ 1.518, a partir de janeiro do ano que vem o vencimento será de R$ 1.621, o que corresponde a um aumento de R$ 103.
A projeção foi estabelecida após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), responsável por realizar o cálculo do reajuste. Segundo o Governo Federal, desde 2023, o salário mínimo é redesenhado pela inflação medida pelo índice acumulado em 12 meses até novembro, somada ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.

Por sua vez, com a finalidade de evitar que as despesas interligadas ao mínimo fiquem acima do limite do orçamento, um teto foi estabelecido. Nesse caso, o reajuste total pode ser, no máximo, 2,5 pontos percentuais acima da inflação. Como o INPC ficou em 0,03% em novembro, abaixo dos 0,33% de novembro de 2024, decretou-se um aumento no salário de 6,79%.
Impactos causados pela elevação do salário mínimo
A princípio, o valor definitivo do salário mínimo para 2026 ficou abaixo do que vinha sendo estimado pelo Governo Federal em seus cálculos. Para uma melhor compreensão, em março, quando foi enviado o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para o Congresso Nacional, a projeção era de que o piso seria de R$ 1630. Contudo, na LDO aprovada pelo Parlamento, na semana passada, a previsão era de R$ 1.627.
Nesse ínterim, a queda foi justificada devido ao comportamento da inflação. Por se tratar de um dos pilares da correção do piso, a inflação foi reduzida, refletindo nos preços de produtos e serviços em todo o país. Para sustentar ainda mais a decisão da dedução, as autoridades acreditam que a inflação de 2025 será menor do que a projeção inicial.





