Mais de 135 mil drones que tentaram se aproximar de áreas ligadas à Presidência da República foram neutralizados nos últimos anos pelos sistemas de segurança do Governo Federal. Os dados são do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e mostram a dimensão do monitoramento feito para proteger o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e prédios oficiais em Brasília.
De acordo com o órgão, entre os anos de 2023 e 2026, foram registradas 135.311 tentativas de aproximação de drones nas áreas protegidas da capital federal. A maioria dos casos ocorreu nas proximidades do Palácio do Planalto e das residências oficiais do presidente, onde existe um sistema fixo de detecção que impede a entrada de equipamentos não autorizados em zonas restritas.
Em compromissos presidenciais fora de Brasília, as ocorrências são muito menos frequentes. Segundo o GSI, foram neutralizados 23 drones em 2024, seis em 2025 e dois em 2026 durante eventos do presidente em outras cidades brasileiras. No ano de 2023, não houve registros desse tipo de interceptação durante viagens oficiais.
Equipe de Lula tem tido trabalho para abater drones
Para garantir a segurança, o órgão utiliza diferentes tecnologias de bloqueio. Um dos sistemas funciona de forma fixa e detecta drones por meio de sinais eletrônicos. Quando um aparelho entra no perímetro protegido, o equipamento emite radiofrequência que interrompe a comunicação com o operador ou interfere no sistema de navegação da aeronave.
Além disso, as equipes de segurança contam com dispositivos móveis como o DroneGun Tactical, desenvolvido pela empresa australiana DroneShield. O equipamento, que tem formato semelhante ao de um rifle, emite sinais de radiofrequência capazes de neutralizar drones a até um quilômetro de distância, permitindo inclusive redirecionar a aeronave e ajudar na identificação de quem estava controlando o aparelho.





