De acordo com os registros científicos, existem mais de 3,4 mil espécies de cobras registradas em todo o mundo, mas a maior delas é encontrada em território brasileiro. Trata-se da sucuri-verde (Eunectes murinus), animal robusto que domina rios e áreas alagadas da América do Sul. Embora possa chegar a 250 quilos, não apresenta perigo diante da ausência de veneno.
Estudiosos direcionaram o radar na espécie por se tratar de uma cobra com grande aptidão de adaptação evolutiva aos ambientes aquáticos tropicais. Recentemente, uma equipe da Universidade de Queensland, na Austrália, imergiu na Amazônia equatoriana a convite do povo Waorani. Como resultado, os cientistas registraram uma serpente que pode chegar a 8,43 metros de comprimento e 1,11 metro de largura.

O detalhe curioso é que, ao comparar a sucuri-verde do norte com as do sul, foram reveladas diferenças que trazem à tona o poder evolutivo das serpentes. Isso porque as alterações genéticas comprovaram uma alteração de 5,5%. Para uma melhor compreensão, os humanos diferem dos chimpanzés em uma escala de apenas 2%.
Geralmente, esse tipo de animal ataca suas presas, enrolando seu corpo ao redor da vítima para, depois, apertá-la até matá-la. Por sua refeição carnívora, a alimentação das sucuris inclui vertebrados aquáticos e terrestres, como peixes, répteis, anfíbios, aves e mamíferos. No mais, as fêmeas costumam ser maiores, podendo, inclusive, chegar a pesar até mais de 250 quilos.
Cobra gigante é flagrada no Mato Grosso do Sul
Apesar de ser uma espécie semiaquática, preferindo habitar áreas de água doce rasas, lentas ou estagnadas, a sucuri-verde foi flagrada em uma propriedade rural de São Gabriel do Oeste, município do Mato Grosso do Sul. O animal foi encontrado após tentar acessar um espaço onde havia animais domésticos, o que levou os proprietários da região a acionarem a Polícia Militar Ambiental (PMA).
Utilizando técnicas especializadas de manejo de fauna silvestre para que a serpente não fosse machucada, a equipe de profissionais conteve e capturou a sucuri sem maiores problemas. Após avaliação no local, ficou comprovado que o animal não apresenta ferimentos, fator que contribuiu para que fosse reintegrado ao seu habitat natural em uma área de preservação afastada da zona urbana.





