Considerado o maior navio elétrico do mundo, o China Zorrilla deve iniciar suas operações na América do Sul ainda no primeiro semestre de 2026. A embarcação foi construída para atuar na rota entre Buenos Aires, na Argentina, e Colonia del Sacramento, no Uruguai, a serviço da operadora de balsas Buquebus.
De acordo com informações publicadas pela revista Forbes, o navio deve deixar o estaleiro da empresa australiana Incat, localizado na Tasmânia, entre os dias 15 e 25 de março. A travessia até a América do Sul deve levar entre 30 e 32 dias, o que coloca a chegada ao Rio da Prata prevista para o fim de abril, permitindo o início das operações poucos dias depois.
Com cerca de 140 metros de comprimento, a embarcação concluiu recentemente uma etapa de testes intensivos que durou cerca de dois meses e meio. O projeto representa um grande investimento no setor de transporte marítimo sustentável, com custos estimados em cerca de 200 milhões de dólares, o equivalente a aproximadamente R$ 1,05 bilhão na cotação atual.
Navio elétrico China Zorrilla chega à América do Sul em março
Devido ao tamanho e às características da estrutura, o transporte do navio até a América do Sul será feito por um cargueiro especializado em heavy lift, capaz de transportar equipamentos de grande porte. Esse tipo de embarcação é raro no mundo, com menos de dez unidades em operação, e o frete foi estimado em cerca de 6 mil dólares (R$ 31,2 mil).
Após chegar ao destino e receber autorização para operar, o navio ainda passará por alguns dias de preparação antes de iniciar as viagens comerciais. O navio foi batizado em homenagem à famosa atriz uruguaia China Zorrilla, figura importante da cultura do Rio da Prata, cuja carreira marcou tanto o teatro quanto o cinema na Argentina e no Uruguai.





