A presença da maior fazenda de jacarés do mundo em Mato Grosso do Sul reforça o papel da região no mercado global de carnes exóticas. A Caimasul, instalada em Corumbá, mantém cerca de 60 mil animais da espécie Caiman yacare, o jacaré-do-pantanal, concentrando todas as etapas da cadeia produtiva em uma área que ultrapassa 150 hectares.
A operação da fazenda segue normas rigorosas de fiscalização do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (IMASUL) e do Ministério da Agricultura e Pecuária. Esse acompanhamento garante que atividades como coleta de ovos, criação em cativeiro, engorda e abate ocorram dentro de parâmetros sustentáveis.
O respeito às exigências ambientais e de bem-estar é decisivo para manter o empreendimento integrado às políticas de conservação do Pantanal, especialmente em uma região de grande relevância ecológica.

Produção e aproveitamento integral dos animais
A Caimasul alcança uma média mensal de duas toneladas de carne de jacaré, atendendo principalmente consumidores do Sul e Sudeste do país. Entre os cortes mais buscados estão o filé, a ponta de cauda, o lombo, a coxa e as iscas, que ganham espaço em restaurantes e redes de distribuição.
O mercado reconhece esses produtos como parte de uma cadeia legalizada e monitorada, o que favorece a ampliação do consumo sem pressionar populações selvagens. O couro produzido na fazenda é exportado para países como México e Colômbia, onde se transforma em peças utilizadas pela indústria da moda.
O modelo de produção prioriza o aproveitamento máximo dos animais, incluindo vísceras para ração, ossos para esculturas e até esqueletos completos destinados a instituições de ensino. A alimentação balanceada dos jacarés, baseada em subprodutos bovinos, proteínas e minerais, contribui para a qualidade da carne e do couro.





