Nos últimos anos, a automedicação ganhou força no Brasil, principalmente com o processo ocorrendo sem o devido aconselhamento por parte do corpo médico. Entre os principais medicamentos está a tadalafila, inibidor da enzima PDE5, utilizada principalmente para tratar disfunção erétil e hiperplasia prostática benigna. Contudo, as consequências do uso desenfreado são assustadoras.
Embora sua distribuição priorize o tratamento da disfunção erétil em homens adultos, a busca do medicamento aumentou entre os jovens. Mesmo sem enfrentar problemas com impotência sexual, esses indivíduos estão buscando melhorar o desempenho sexual e muscular. Por consequência, sem acompanhamento médico, o uso pode ocasionar AVC, perda da visão e infarto.

Para uma melhor compreensão, usar irresponsavelmente inibidores de fosfodiesterase tipo 5, como a tadalafila, tende a gerar efeitos colaterais consideráveis. Segundo especialistas, apesar de a lista de problemas ser extensa, é possível citar, como principal, a vasodilatação sistêmica, resultando em rubor facial, congestão nasal e, potencialmente, complicações mais graves como taquicardia.
Como resultado dos indicativos, práticas de conscientização estão sendo realizadas por entidades, especialmente direcionadas aos jovens. Contudo, a tendência é que os problemas permaneçam em evidência, já que o acesso ao medicamento é feito sem receita médica. Dessa forma, a facilidade em adquirir o remédio colabora para o aumento de casos.
Eficiência do medicamento não é confirmada
Ainda que muitos jovens estejam adquirindo a tadalafila de forma recreativa, os resultados não possuem confirmação científica. Em resumo, não há comprovação de que o remédio ofereça benefícios físicos a indivíduos sem disfunção erétil. Dessa forma, os efeitos sugestivos levam a crer que qualquer melhoria no desempenho sexual e muscular pode estar ligada a questões de natureza psicológica.





