Nos últimos dias, a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) autorizou o início da operação comercial do Complexo Solar Barro Alto, localizado no município homônimo, em Goiás. A autarquia federal, vinculada ao Ministério de Minas e Energia, estima um investimento superior a R$ 1,3 bilhão, tendo em vista a necessidade de alterar o curso energético do Brasil.
O montante, embora desperte a atenção, faz parte de uma joint venture entre a siderúrgica Gerdau e a gestora de investimentos Newave Capital. Conforme o projeto inicial, ao final da conclusão do empreendimento, o complexo deve atingir 450 MW de potência instalada. Por outro lado, estão previstas as instalações de mais de 730 mil módulos fotovoltaicos.
Para uma melhor compreensão, esses aparelhos possuem a capacidade de gerar mais de 100 MW médios de energia, a mesma quantia de uma cidade de cerca de 365 mil habitantes. A título de curiosidade, o aporte será 100% nacional, sendo mais de R$ 800 milhões captados de um Fundo de Investimento em Participações (FIP) com a participação de mais de 15 mil investidores.
Mais detalhes da empreitada no Brasil
Na prática, a Agência Nacional de Energia Elétrica autorizou a Newave Energia a iniciar a operação comercial das UFVs Barro Alto I e VI, com 50 MW de capacidade instalada cada, do complexo Barro Alto. No entanto, as demais usinas do complexo (UFVs Barro Alto 2 a 5 e 7) já haviam sido autorizadas anteriormente.
Em síntese, o projeto corresponde a uma colaboração entre a Gerdau e a Newave Capital. Parte do financiamento ocorreu com apoio da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), via Banco do Brasil. No mais, a usina fornecerá parte da energia gerada para as unidades produtivas da Gerdau, além de ser projetada para atender clientes do Mercado Livre de Energia.





