A mineração urbana, ou urban mining, consiste em recuperar metais preciosos e críticos de produtos eletrônicos descartados. Entre os materiais mais procurados estão ouro, prata, paládio, platina, tântalo, neodímio, cobalto, lítio, cobre e índio.
Diferente da mineração tradicional, não é necessário realizar processos químicos; basta identificar, separar e vender os itens para empresas de refino certificadas. A prática vem crescendo como alternativa de renda e forma de reduzir o impacto ambiental da extração de minérios.
Itens como CPUs antigas, placas-mãe, memória RAM, telefones celulares, televisores antigos, HDs e baterias contêm pequenas quantidades desses metais, que podem ser aproveitados de forma segura.
O ouro aparece em CPUs, conectores e placas-mãe antigas, enquanto a prata está em teclados, relés e contatos elétricos. Paládio pode ser encontrado em capacitores cerâmicos multicamadas e equipamentos antigos de telecomunicação. O tântalo aparece em capacitores eletrolíticos, e o neodímio em ímãs de HDs, alto-falantes e motores.

Como organizar e vender os materiais
Metais como lítio e cobalto estão concentrados em baterias de celulares, notebooks e ferramentas elétricas, que devem ser vendidas inteiras para recicladoras, sem abrir, devido ao risco de incêndio.
O índio, presente nas telas LCD, também é destinado à reciclagem especializada. Para maximizar o valor, os materiais devem ser separados por categorias: CPUs, RAM, placas de celular, HDs, cabos de cobre, baterias e placas premium de telecom.
A venda ocorre para empresas de reciclagem e refinarias, que pagam por peso e tipo de material. Ímãs de neodímio podem render entre R$ 50 e R$ 120 por quilo, enquanto baterias de lítio chegam a R$ 10 a R$ 35 por quilo. Placas-mãe e CPUs antigas costumam ter maior valor, principalmente se separadas corretamente.





