Nos últimos dias, a TV Globo foi surpreendida com uma notificação do Ministério Público Federal (MPF) devido às polêmicas presentes no Big Brother Brasil 2026 (BBB 26). Conforme a documentação, o órgão deseja que a emissora coloque um ponto final nas provas de resistências com duração superior a três horas, além do encerramento das punições severas no reality show.
De acordo com o MPF, existe uma preocupação latente em meio às restrições constantes de acesso a banheiros, água e comida durante as dinâmicas da casa mais vigiada do Brasil. No documento encaminhado, é destacada a necessidade de suspensão imediata das provas de resistência. Dessa forma, a empresa acatou as exigências, mas com algumas ressalvas.

A princípio, a Globo vetou todas as dinâmicas que exijam mais de três horas ininterruptas em pé ou isolamento com luzes intensas, tendo em vista que na atual edição do BBB teve o “Quarto Branco”. Na prova em questão, diversos participantes foram trancados em uma pequena área, o que caracterizou uma forma de tortura psicológica e exílio sensorial extremo.
Para que os participantes voltem a disputar provas valendo imunidade e outros prêmios, a emissora deve garantir intervalos regulares para descanso, alimentação e hidratação. Em continuidade, o Ministério Público Federal ainda ressaltou que integrantes com problemas de saúde prévios devem ser poupados de dinâmicas arriscadas sem sofrer punições.
Alerta ligado em função do BBB 26
Entendendo que o prêmio milionário pode colocar em evidência comportamentos desaprovados pelo público, o órgão instituiu a obrigação da TV Globo em fornecer acompanhamento psicológico por tempo indeterminado para quem sair ou for eliminado. Esse mecanismo colabora para reduzir os danos causados pelas cobranças e perseguições no meio virtual.
Contudo, é válido ressaltar que, anteriormente, o MPF informou que estava investigando a atual edição do Big Brother Brasil por práticas semelhantes às da ditadura. Por consequência dos abusos relatados, um inquérito civil foi instaurado para verificar possíveis práticas de tortura e tratamentos desumanos ou degradantes, que apontam riscos à integridade física e psicológica dos participantes.





