Em uma campanha histórica, o Mirassol finalizou o Campeonato Brasileiro na quarta posição, fator que carimbou a sua classificação à fase de grupos da Libertadores da América 2026. No entanto, a equipe paulista pode ser desclassificada do torneio continental por um detalhe importante: não possui elenco feminino.
De acordo com as regras estabelecidas pela Conmebol, todos os clubes classificados para a Libertadores e Copa Sul-Americana precisam ter elencos femininos ativos. Por não ser uma realidade do Mirassol, a diretoria da equipe paulista está se movimentando para formar um novo time. A ideia é resolver a pendência antes do início da temporada 2026.

O entendimento da confederação é que o futebol feminino precisa ser valorizado, assim como as equipes tradicionais masculinas. Embora ainda não tenha anunciado contratações para formar o time, o Mirassol anunciou a compra de um novo Centro de Treinamento (CT) que será destinado ao elenco futuro e às categorias de base.
“Acabamos de adquirir mais um Centro de Treinamentos, já está pago e iniciamos hoje toda a parte da reforma. Vamos deixar um CT de excelência como o nosso primeiro. Este será o CT2, onde a gente vai desenvolver o futebol feminino. A nossa ideia é levar do sub-11 ao sub-17 para esse novo CT. Vamos montar uma estrutura completa, com academia e setor de fisioterapia, da mesma maneira que temos no CT1”, explicou o vice-presidente do Leão, Juninho Antunes.
Outras pendências a serem sanadas
Assim como a exigência por um elenco feminino é evidenciada, a Conmebol também solicita que haja um aeroporto internacional em um raio de 150 quilômetros das cidades dos confrontos. Dessa forma, o Eribelto Manoel Reino, que fica em São José do Rio Preto, município que está a 15 quilômetros de Mirassol, será internacionalizado.





