A descoberta anunciada pelas autoridades chinesas no fim de 2024 chamou a atenção do mercado internacional por revelar um dos maiores depósitos de ouro já identificados. Localizada no campo de Wangu, na província de Hunan, a área apresentou estimativas que alcançavam 1.100 toneladas do metal, avaliadas em aproximadamente US$ 83 bilhões, valor que, convertido, ficava na casa dos R$ 451 bilhões.
A confirmação ocorreu após estudos geológicos que mapearam parte da montanha e indicaram uma estrutura mineral de grande relevância econômica. As equipes de exploração identificaram 40 veias de ouro distribuídas em profundidades que chegavam a 2 mil metros.
Para compreender melhor a extensão do depósito, tecnologias em modelagem 3D foram aplicadas, permitindo calcular uma profundidade estimada de até 3 mil metros. Os trabalhos iniciais mostraram concentrações superiores a 130 gramas por tonelada de rocha, índice considerado elevado no setor de mineração, além da presença de ouro visível em diversos núcleos de perfuração.
Impacto econômico e comparação com outras reservas
A divulgação dos dados provocou movimentações diretas no preço internacional do metal, que atingiu US$ 2.700 por onça naquele período. Caso a estimativa inicial se confirmasse, o depósito chinês poderia superar a mina sul-africana South Deep, que possui cerca de 930 toneladas e é reconhecida há anos como a maior reserva mundial.
A descoberta também reforçou a posição da China no cenário global da mineração. Em 2023, o país respondeu por cerca de 10% de toda a produção mundial, registrando aproximadamente 380 toneladas extraídas no ano.
Entretanto, mesmo sendo o maior produtor, seu consumo era três vezes superior ao volume retirado, o que mantinha a dependência de fornecedores externos para suprir a demanda interna.




