A desativação dos radares em rodovias federais desde 1º de agosto de 2025 deixou motoristas e passageiros em alerta. O corte significativo na verba destinada à fiscalização, promovido pelo governo federal, visou atender às metas fiscais, mas gerou impactos diretos em cerca de 47 mil quilômetros de estradas.
A redução drástica no orçamento do Programa Nacional de Controle Eletrônico de Velocidade (PNCV) — de R$ 364,1 milhões para R$ 43,3 milhões — interrompeu uma das principais formas de monitoramento e controle de velocidade em rodovias. Essa ação pode levar a um aumento de até 10% no número de acidentes graves nos próximos meses.
Impactos na Segurança e Economia
A ausência dos radares nas rodovias federais pode agravar problemas de segurança e aumentar os custos econômicos associados aos acidentes de trânsito. Estima-se que os sinistros de trânsito resultem em prejuízos anuais de cerca de R$ 22,6 bilhões ao Brasil. Com as fiscalizações interrompidas, os incidentes podem se intensificar, gerando despesas adicionais consideráveis.
Além disso, a arrecadação proveniente de multas, que era em torno de R$ 1,1 bilhão por ano, sofreu uma queda significativa. Sem os dispositivos de fiscalização, o sistema de gestão de infrações enfrentou um revés, elevando o desafio de manter a segurança nas estradas.
Debate sobre a Eficácia dos Radares
O corte no orçamento gerou debates acerca da eficácia dos radares em comparação com outras estratégias de controle de velocidade. Enquanto algumas associações de motoristas sugerem a implementação de medidas de engenharia, a Secretaria Nacional de Trânsito defende a utilidade essencial dos radares para coibir práticas perigosas.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que o excesso de velocidade é uma das principais causas de mortes no trânsito. A suspensão dos radares descumpre compromissos internacionais para a redução dessas fatalidades assumidos pelo Brasil.
Há uma expectativa de que o governo federal reveja sua decisão e busque restaurar o orçamento necessário para reativar os radares. Atualmente, um pedido de liberação de R$ 180 milhões de caixa extra está em análise na Casa Civil, mas ainda não há um desfecho definido.




