Nos últimos dias, a imprensa argentina noticiou uma situação atípica, envolvendo uma moradora que se desfez de mais de 50 lotes de terras. A ação poderia ser considerada corriqueira, mas o motivo da repercussão está no fato de que os terrenos pertenciam ao governo. O caso ocorreu em Villa Mercedes, na província de San Luis.
O golpe evidenciou a manipulação de Maité Reina del Portugal Escudero, que foi presa após uma investigação judicial comprovar a ação criminosa. Segundo informações explanadas pelo Infobae, aproximadamente 54 lotes foram vendidos, com área aproximada de 500 metros quadrados. Para se desfazer com facilidades dos terrenos, o valor médio do negócio girava em torno de R$ 1,1 mil.
Venda de terreno do governo
Com o intuito de não levantar suspeitas em um primeiro momento, a criminosa oferecia documentos e esboços das áreas à venda, mostrando uma certa legalidade por detrás de suas ações. Conforme o Estado, estima-se que cerca de 30 famílias foram afetadas. Isso porque, além de terem pago pelos lotes, iniciaram obras de construção.
Como o caso foi descoberto?
Atuando na maior naturalidade, a mulher foi pega após funcionários do governo entrarem no local para iniciar os trabalhos preparatórios, uma vez que as autoridades planejavam desenvolver um projeto com aproximadamente 300 unidades de habitação social. Contudo, ao chegarem na região, constataram a existência de pessoas morando ou construindo suas próprias residências.
Diante da situação controversa, o governo apresentou uma queixa judicial, datada em 2 de março. Para entender a complexidade da movimentação de Maité Reina del Portugal Escudero, o terreno colocado à venda abrange cerca de 12 quarteirões. Por sua vez, o crime está sendo investigado pelo promotor Leandro Estrada, que tenta entender a possibilidade de haver novas pessoas envolvidas no esquema.
Em um primeiro momento, a prefeitura confirmou a prisão, tendo em vista a necessidade de impedir que a autora interferisse nas investigações. No entanto, as vítimas que adquiriram os lotes tentam encontrar uma solução para reaver o dinheiro investido. Por fim, parcela dos envolvidos insiste ainda em conseguir a regularização das terras.





