Ao final do ano passado, a multinacional norte-americana de eletrodomésticos, Whirlpool, anunciou o fechamento de sua fábrica no município de Pilar, na província de Buenos Aires. Como resultado da medida, 220 trabalhadores foram demitidos, causando um prejuízo na organização financeira de dezenas de famílias. Por outro lado, o Brasil abriu suas portas para dar sequência às produções.
Nesta segunda-feira (20), a empresa, que é dona das marcas Consul, Brastemp e KitchenAid, oficializou que a produção da antiga fábrica na Argentina será transferida para a unidade de Rio Claro, em São Paulo. Segundo a multinacional, o objetivo da troca de países faz parte de um processo global de revisão da estrutura produtiva, priorizando a eficiência operacional e a alocação responsável de recursos.

Curiosamente, na cidade de Joinville, há a maior fábrica de refrigeradores da companhia, fator que levantou questionamentos. Isso porque a Whirlpool optou por direcionar as produções de Pilar para um outro endereço do estado de São Paulo. Com a transferência, a empresa comprou ativos industriais e bens operacionais da Whirlpool AR, subsidiária argentina.
“A implementação da internalização e a plena utilização dos ativos adquiridos observarão cronograma de transição, contemplando, entre outras etapas, a adaptação e instalação dos equipamentos nas unidades fabris brasileiras selecionadas e ajustes operacionais e logísticos necessários para a manutenção do abastecimento dos mercados atendidos”, disse a Whirlpool em comunicado.
Embora a compra das ações tenha estimado um valor de US$ 36,7 milhões, o equivalente a R$ 194 milhões, a companhia explicou que a mudança não altera a continuidade do abastecimento aos clientes na Argentina. Portanto, as operações vão continuar sendo atendidas por meio de produtos fabricados nas diversas unidades do grupo e comercializados e distribuídos pela Whirlpool AR.
Brasil comemora encerramento na Argentina
Inaugurada em outubro de 2022, a fábrica em Pilar era responsável por produzir até 300 mil máquinas de lavar por ano, das quais cerca de 200 mil eram destinadas à exportação para o Brasil. Com o fechamento da unidade, a empresa reforçou que suas operações serão destinadas a atividades comerciais e de assistência técnica, garantindo o fornecimento de eletrodomésticos, acessórios e peças de reposição em todo o país.
Curiosamente, a decisão de fechar os portões ocorreu enquanto um cenário desastroso era apresentado em toda a Argentina. Segundo dados do Ministério do Trabalho, entre 2024 e o primeiro trimestre de 2025, 79.787 empresas foram abertas e 97.110 fecharam. Isso significa um prejuízo líquido de 17.323 companhias, acompanhado por uma queda líquida no emprego, afetando 17.949 trabalhadores.





