Apesar de ser conhecido nacionalmente por sua voz incontestável, Galvão Bueno colocou sua influência em um outro setor. Diante do prestígio financeiro adquirido ao longo de décadas como narrador, o jornalista redirecionou seus investimentos para a produção de vinhos. Como resultado do plano audacioso, escreveu seu nome na lista de protagonistas do segmento no Brasil.
Presente nas telinhas por meio da Band e Amazon Prime Video, o narrador separa um tempo na agenda para cuidar de seus negócios. Aos 75 anos, é dono da fazenda Bellavista Estate, localizada em Candiota, no Rio Grande do Sul. Em mais de 100 hectares, o território tornou-se palco do cultivo de uma variedade de uvas, tais como merlot, petit verdot, cabernet sauvignon, pinot noir, sauvignon blanc e chardonnay.

Contudo, antes de ter sucesso no ramo da vinicultura, Galvão avaliou o clima e solo favoráveis para que o cultivo da fruta fosse próspero para os negócios. Perseverando ao longo dos anos, o lendário comunicador passou a ser considerado um dos melhores produtores de vinho do Hemisfério Sul, fator que levou à criação da marca ‘Bueno Wines’.
“Mudou [visão sobre o vinho] absolutamente tudo! O tempo é senhor das coisas. Mas se tinha uma paixão pelos vinhos, eu me apaixonei pelo processo todo, que termina numa taça de vinho. O quanto exige de cuidado, de respeito, de técnica, de tempo, de paciência. Vi como o processo é lá, no campo, na parreira”, contou o narrador à revista Adega.
Início do percurso no empreendimento
A título de curiosidade, a iniciativa de investir em vinhos saiu do papel em 2010, quando o primeiro lançamento, do Paralelo 31 Gran Reserva, preencheu a prateleira de vários estabelecimentos. De lá para cá, o portfólio expandiu, contando atualmente com 13 opções de vinhos, sendo dez tintos, dois brancos e um rosé, além de quatro espumantes. Posteriormente, em 2019, recebeu o título de melhor pinot noir do país.





