A Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA) detectou pelo menos cinco erupções solares de grande porte em um intervalo inferior a três dias. Com a ajuda de satélites da entidade, foram registradas erupções de classe X, considerada uma das mais intensas. Por consequência, a Terra será impactada nesta sexta-feira (6).
No dia 1º de fevereiro, foi registrada a quinta grande explosão de ampla magnitude. O clarão inicial recebeu a classificação X1.0, enquanto o segundo, X8.1. Já o terceiro acabou sendo registrado como X2.8 e o quarto clarão como X1.6. Conforme a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional, dos Estados Unidos, a explosão X8.1 ocasionou a ejeção de material solar, que atingirá a Terra.
Embora as eclosões tenham ocorrido em uma região ativa denominada AR 4366, a NASA explicou que as erupções podem afetar comunicações de rádio, redes elétricas, sinais de navegação e representar riscos para os astronautas. Mostrando a força do movimento, cientistas ainda projetam a possibilidade de auroras boreais serem avistadas em partes do globo terrestre.
O que é erupção solar e por qual motivo acontece?
Ainda que o termo possa causar temor em algumas pessoas, a erupção solar é um movimento comum, acontecendo diversas vezes ao longo do ano. Na prática, o Sol apresenta uma atividade magnética e essas explosões acontecem com uma certa frequência. De acordo com a avaliação dos especialistas, isso acontece em particular quando o Sol está mais ativo.
Em resumo, a estrela é regida por um ciclo, que dura em média 11 anos. Nesse intervalo, o campo magnético do Sol se inverte, causando variações, como manchas visíveis e as erupções. Por sua vez, as precipitações podem ter diversas classes. A X é a mais severa, com potencial para afetar satélites que estão na órbita da Terra.
Classificação da NASA para cada erupção:
- Classe X – São as mais severas, de grande magnitude, podendo interferir em comunicações e com grande quantidade de radiação, além de gerarem auroras.
- Classe M – São de tamanho médio, causam breves interrupções na comunicação por rádio e também geram auroras.
- Classe C – São pequenas e com poucas consequências perceptíveis na Terra.
- Classe B – São 10 vezes menores que as de classe C.
- Classe A – São 10 vezes menores que as da classe B, sem consequências.





