Enquanto muitos países se preparam para as festas de dezembro, a Coreia do Norte segue na direção oposta. O Natal deixa de ser feriado nacional e até celebrações estão proibidas neste país, conforme apontam veículos internacionais.
A data, amplamente conhecida como tradição cristã, não tem espaço dentro do rígido controle cultural imposto pelo governo norte-coreano. Mesmo em regiões asiáticas onde o cristianismo não é predominante, o Natal costuma aparecer como referência comercial ou cultural.
Porém, na Coreia do Norte, o isolamento político e a limitação de influências externas tornam qualquer manifestação natalina incompatível com as diretrizes do Estado. Assim, festas, reuniões temáticas e até símbolos associados ao período são desencorajados ou impedidos.

Culto à família Kim e celebrações autorizadas
Embora o Natal seja vetado, há uma comemoração permitida no mesmo período: o aniversário de Kim Jong-suk, esposa do fundador Kim Il-sung e avó do atual líder Kim Jong-un. Segundo relatos citados por veículos estrangeiros, o governo promove homenagens à figura de Jong-suk, estimulando peregrinações à cidade de Hoeryong, local em que ela nasceu.
Informações de norte-coreanos que fugiram do país indicam que essa reverência é, de fato, a única celebração de dezembro reconhecida internamente. Ela se mantém alinhada ao propósito do regime de valorizar figuras históricas ligadas ao governo, deixando pouco espaço para tradições ocidentais.
Apesar das proibições, turistas que visitam a Coreia do Norte já relataram ter visto luzes decorativas e até árvores em ambientes como hotéis e restaurantes. No entanto, esses enfeites não são destinados à população local. Eles servem apenas para compor cenários turísticos controlados, sem vínculo direto com as tradições natalinas.




