Em janeiro, antas (Tapirus terrestris) foram registradas em vida livre no estado do Rio de Janeiro após cerca de 100 anos. Até então, a espécie era considerada extinta na natureza fluminense, sendo encontrada apenas em instituições de proteção à fauna ou em pontos de reintrodução com indivíduos nascidos em instalações assistidas.
O último registro da anta no estado havia sido feito em 1914, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos. O flagrante foi obtido por armadilhas fotográficas instaladas no Parque Estadual Cunhambebe, na Costa Verde, por meio de parceria entre a Vale e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea).
Dez câmeras capturaram 108 registros, incluindo grupos de até três indivíduos e uma fêmea com filhote, indicando que a espécie está se mantendo de forma natural na região. A redescoberta demonstra que a conservação da Mata Atlântica fornece um habitat adequado para espécies-chave, como a onça-parda e a anta.
Anta reaparece no Rio de Janeiro

A importância da conservação e do habitat preservado
O Parque Estadual Cunhambebe protege quase 40 mil hectares de áreas naturais e realiza ações de educação ambiental e pesquisa científica, contribuindo para a preservação da biodiversidade.
As unidades de conservação do estado garantem a proteção de quase meio milhão de hectares de Mata Atlântica, oferecendo condições para que espécies ameaçadas se restabeleçam na natureza.
A anta-brasileira é o maior mamífero terrestre da América do Sul, podendo pesar até 250 quilos. O animal é importante para o ecossistema, atuando como dispersor de sementes, o que ajuda na regeneração do habitat.
Sua habilidade de se movimentar em terrenos variados, incluindo áreas alagadas e encostas, além da capacidade de nadar, permite que evite predadores e sobreviva em diferentes ambientes.





